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Processo Operacional
Gestão da Abertura e Triagem de Chamados

GTIC — Gerência de Tecnologia da Informação e Comunicação · Secretaria de Saúde do Recife

01 Histórico de Revisões
VersãoÚltima AtualizaçãoAutor
1.12026GTIC
02 Apresentação

Este Processo Operacional tem como finalidade orientar usuários e equipes da GTIC quanto à correta abertura, registro, categorização e tratamento de chamados no sistema GLPI, considerando as melhorias implementadas no fluxo de atendimento.

O documento foi elaborado a partir de estudo técnico, análise operacional e amadurecimento do uso da ferramenta, estando alinhado às necessidades institucionais e às boas práticas de Governança de TI, especialmente aos referenciais da ITIL.

A padronização aqui estabelecida visa assegurar transparência, rastreabilidade, qualidade das informações e melhoria contínua dos serviços prestados.

03 Finalidade

Estabelecer diretrizes, padrões e responsabilidades para a abertura, registro, categorização, atendimento e escalonamento de chamados no sistema GLPI, garantindo padronização, transparência, rastreabilidade e qualidade na prestação dos serviços de Tecnologia da Informação.

04 Visão Geral do Processo de Atendimento no GLPI

A partir da abertura de um chamado no GLPI, o usuário recebe notificação automática por e-mail no momento da abertura e no momento do encerramento.

Essas notificações visam ampliar a transparência do atendimento e fortalecer a cultura de qualidade e melhoria contínua.

05 Notificações Automáticas por E-mail
5.1 Notificação de Abertura do Chamado

Após o registro do chamado no GLPI, o usuário receberá automaticamente um e-mail de confirmação contendo:

🎫Número do ticket
👤Nome do usuário
📅Data e hora de abertura do chamado

O e-mail será enviado automaticamente através da integração entre GLPI e n8n, com processamento periódico a cada 5 minutos.

📌 Importante: As informações enviadas ao usuário refletem exatamente os dados registrados no chamado. Portanto, os campos devem ser preenchidos corretamente, utilizando linguagem clara, objetiva e formal.
5.2 Notificação de Encerramento do Chamado

Após o encerramento do chamado com status Fechado, o usuário receberá automaticamente um e-mail contendo:

🎫Número do ticket
👤Nome do usuário
📅Data de abertura
Confirmação da finalização do chamado
Link da pesquisa de satisfação

A pesquisa de satisfação tem como objetivo fortalecer a melhoria contínua dos atendimentos prestados pela GTIC.

⚠️ Atenção: Chamados apenas com status "Solucionado" não disparam a notificação automática de encerramento.
5.3 Regras Obrigatórias para Funcionamento das Notificações
📧O campo E-mail deverá obrigatoriamente ser preenchido no momento da abertura do chamado
🔗Os scripts de Sistemas e Infraestrutura encontram-se padronizados e integrados ao n8n
🚫Os campos padronizados não deverão ser alterados sem validação prévia da administração do GLPI
⚠️Alterações indevidas poderão comprometer o funcionamento das notificações automáticas e integrações sistêmicas
06 Orientações e Passo a Passo para Atendimento
6.1 Linguagem e Escrita

Ao abrir um chamado, o usuário deve:

Utilizar linguagem formal
Redigir frases claras e objetivas
Atentar para a concordância verbal e nominal
Evitar abreviações informais
Evitar termos genéricos como "não funciona" sem detalhamento
Não inserir letras maiúsculas desnecessárias
6.2 Exemplos de Descrições
❌ Descrições inadequadas (não utilizar)
  • "O sistema não funciona."
  • "Tá dando erro."
  • "Não consigo entrar."
  • "Problema no computador."
  • "Aplicação fora do ar."
📌 Por que não usar: Essas descrições são genéricas, não informam o sistema afetado, o tipo de erro, nem o contexto do problema, dificultando a análise e a resolução do chamado.
✅ Descrições adequadas (utilizar)
  • "Ao tentar acessar o sistema X, o usuário recebe a mensagem de erro 'acesso não autorizado' desde às 9h do dia 12/02."
  • "O sistema Y apresenta lentidão ao realizar o cadastro de usuários, principalmente no período da manhã."
  • "Após atualização realizada em 11/02, o módulo Z não permite a finalização de atendimentos."
  • "O computador da sala A não conecta à rede interna desde o início do expediente."
📌 Por que usar: Essas descrições são claras, objetivas, indicam o sistema afetado, o comportamento observado e o momento da ocorrência, permitindo um atendimento mais rápido e eficiente.
6.3 Descrição do Chamado – Boas Práticas

A descrição deve conter, sempre que possível:

🖥️Sistema ou serviço afetado
📝Descrição clara do problema ou solicitação
📅Quando o problema ocorreu
🔁Se o erro é recorrente ou pontual
📸Prints de tela ou evidências (quando aplicável)
6.4 Passo a Passo por Tipo de Solicitação

Para cada chamado, a equipe deve identificar o tipo de solicitação e seguir um fluxo básico de tratamento. O objetivo é evitar registros incompletos, retrabalho e encaminhamentos desnecessários.

Cadastro, liberação ou alteração de acesso

  • Conferir nome completo, CPF ou matrícula, unidade, função e sistema solicitado.
  • Validar se há autorização da chefia ou responsável pela unidade, quando aplicável.
  • Executar o cadastro ou alteração quando o serviço estiver previsto para a Central de Serviços.
  • Registrar no chamado quais usuários foram atendidos e qual acesso foi concedido.

Erro de sistema

  • Identificar sistema, módulo, tela, mensagem de erro e horário da ocorrência.
  • Solicitar evidência, como print ou descrição do passo que gerou o erro.
  • Verificar se é caso isolado ou se afeta outros usuários/unidades.
  • Escalonar para N2/N3 quando exigir análise técnica, correção ou intervenção sistêmica.

Equipamento, rede ou infraestrutura

  • Identificar patrimônio, setor, unidade, ponto de rede e telefone de contato.
  • Registrar sintomas objetivos: sem rede, sem impressão, lentidão, tela apagada, travamento.
  • Orientar testes simples quando possível, como reiniciar equipamento ou verificar cabos.
  • Encaminhar para a equipe responsável quando houver necessidade de visita ou manutenção.

Dúvida, orientação ou solicitação administrativa

  • Confirmar qual procedimento o usuário precisa executar.
  • Orientar com base em POP, manual ou script oficial, sempre que houver documento publicado.
  • Registrar a orientação prestada no histórico do chamado.
  • Encerrar somente após deixar claro o encaminhamento ou a resposta fornecida.
6.5 O que é Demanda Simples e Padronizada para a Central de Serviços?

Considera-se demanda simples e padronizada aquela que possui procedimento conhecido, baixo risco operacional, informações suficientes no chamado e não exige análise técnica aprofundada, alteração estrutural, desenvolvimento, correção de sistema ou decisão de gestão.

Exemplos que a Central de Serviços pode atender

  • Cadastro de usuário em sistema com dados completos e autorização informada.
  • Reset de senha ou desbloqueio de acesso, conforme regra do serviço.
  • Atualização simples de dados cadastrais, quando prevista no catálogo.
  • Orientação de uso baseada em manual, POP ou script já validado.
  • Triagem e correção de informação incompleta antes do encaminhamento.

Quando não é da Central de Serviços

  • Erro sem causa conhecida ou que exige análise em banco, servidor ou código.
  • Solicitação sem autorização obrigatória ou com conflito de regra de negócio.
  • Incidente que afeta vários usuários, unidade inteira ou serviço crítico.
  • Criação de nova funcionalidade, relatório, integração ou mudança de fluxo.
  • Manutenção física, visita técnica ou intervenção especializada.
Critério prático: se o atendente consegue resolver seguindo um procedimento já documentado, com dados completos e sem precisar investigar causa técnica, a demanda tende a ser da Central de Serviços. Se precisar analisar, decidir, corrigir estrutura ou envolver especialista, deve ser escalonada.
6.6 Um Chamado ou Vários Chamados?
Regra geral: quando o mesmo solicitante pedir o mesmo tipo de serviço, para o mesmo sistema, na mesma unidade e com a mesma finalidade, pode ser registrado um único chamado contendo a lista de profissionais. Quando houver sistemas diferentes, unidades diferentes, tipos de serviço diferentes ou necessidades com análise individual, devem ser abertos chamados separados.
Verificar se todos os profissionais pertencem à mesma unidade ou contexto de atendimento.
Confirmar se a solicitação é exatamente a mesma para todos: cadastro, perfil, sistema e tipo de acesso.
Anexar ou registrar uma lista organizada com nome completo, CPF/matrícula, cargo/função, unidade e e-mail.
Registrar no histórico quais profissionais foram atendidos e quais ficaram pendentes por falta de informação.

Um chamado

  • Uma chefia solicita cadastro de 12 profissionais no mesmo sistema, para a mesma unidade e com o mesmo perfil de acesso.
  • Um setor solicita reset de senha para 5 usuários do mesmo sistema, todos listados no chamado.
  • Uma unidade pede liberação do mesmo módulo para uma equipe específica, com autorização única da chefia.

Chamados separados

  • O solicitante pede cadastro de profissionais em sistemas diferentes, como SEI, CNES e PEC.
  • A lista mistura unidades diferentes, perfis de acesso diferentes ou autorizações distintas.
  • Parte da demanda é cadastro, outra parte é correção de erro, desbloqueio ou alteração de perfil.
  • Cada profissional apresenta um problema específico que exige análise individual.
07 Categorização do Chamado e Templates

O GLPI foi configurado com templates específicos para cada serviço, que são carregados automaticamente no momento em que o usuário realiza a categorização do chamado. Cada tipo de serviço possui um template próprio, adequado às suas particularidades e necessidades de atendimento.

Embora os templates sejam diferentes conforme o serviço selecionado, todos possuem campos obrigatórios em comum:

👤Nome — identificação do solicitante
📞Telefone — contato para comunicação durante o atendimento
📧E-mail — essencial para o envio das notificações automáticas
✅ Exemplo prático
  • Ao selecionar o serviço "SEI", o GLPI carrega um template específico com campos técnicos adicionais. Apesar das diferenças, os campos Nome, Telefone e E-mail estarão sempre presentes e são de preenchimento obrigatório.
📌 Atenção: O correto preenchimento desses campos é essencial para garantir a identificação do solicitante, a comunicação durante o atendimento e o adequado encaminhamento do chamado.
08 Papéis, Níveis e Escalonamento

Os papéis e responsabilidades das equipes estão alinhados ao Catálogo de Serviços e às boas práticas de governança ITIL, garantindo clareza na atuação de cada nível de atendimento e adequada gestão das demandas.

CS Central de Serviços
  • Realizar o atendimento inicial ao usuário, conferindo dados obrigatórios e contexto da solicitação
  • Registrar corretamente as informações no GLPI, incluindo sistema, unidade, contato, evidências e autorização quando aplicável
  • Resolver e encerrar demandas simples e padronizadas, conforme catálogo, POP, manual ou script oficial
  • Orientar o usuário quando houver procedimento documentado e registrar a orientação no histórico
  • Escalonar o chamado quando ultrapassar seu escopo de atuação, descrevendo o motivo do encaminhamento e as verificações já realizadas
Resumo da Central de Serviços: atende o que é repetível, documentado e de baixo risco. Não deve assumir demandas que dependam de investigação técnica, alteração estrutural, regra de negócio não validada ou autorização ausente.
N2 Nível 2 Campo Sistemas
  • Atender demandas técnicas de sistemas escalonadas pela Central de Serviços que exigem atendimento presencial na unidade
  • Realizar implantação, configuração e ajustes de sistemas em campo
  • Realizar análises mais aprofundadas de erros e falhas de sistema
  • Apoiar tecnicamente a Central de Serviços
  • Registrar detalhadamente as ações executadas no chamado
N2 Nível 2 Campo (Suporte de Ativos)
  • Atender demandas de equipamento, rede e infraestrutura escalonadas pela Central de Serviços que exigem visita técnica
  • Realizar manutenção, substituição ou configuração de ativos de TI (computadores, impressoras, pontos de rede, entre outros)
  • Diagnosticar problemas físicos de hardware e conectividade
  • Registrar detalhadamente as ações executadas no chamado
N2 Nível 2 Remoto
  • Atender demandas técnicas de sistemas escalonadas pela Central de Serviços que podem ser resolvidas remotamente, sem necessidade de deslocamento
  • Realizar análises mais aprofundadas e apoiar tecnicamente a Central de Serviços
  • Validar informações, coordenar encaminhamentos e apoiar outros níveis quando necessário
  • Registrar detalhadamente as ações executadas no chamado
N3 Nível 3
  • Atuar em demandas especializadas e críticas
  • Executar correções estruturais
  • Realizar análises de causa raiz
  • Apoiar tecnicamente os demais níveis quando necessário